Recentemente, escrevi uma análise literária do conto "A moça tecelã", da escritora Marina Colasanti. O texto foi entregue na aula de "Teoria da Literatura II", como exercício de classificação dos elementos da narrativa: enredo, personagem, tempo, espaço e narrador.
ANÁLISE
A moça tecelã é apresentada ao leitor como elemento integrante de um enredo que se inicia ao sublime amanhecer. O tear é habilmente manipulado pela personagem, que dá forma, vida e cor a tudo o que brota de sua imaginação. As forças da natureza se submetem à magia do trabalho incansável da protagonista: tece a chuva com os grossos fios cinzentos de algodão, tece a luz do sol a partir dos seus fios dourados e se tem fome, tece um suculento peixe para saciar-se.
Enredo e personagem se entrelaçam num ambiente bucólico, criado sob uma atmosfera fantástica, irreal, inatingível. Mas enfim chegou o dia em que a solidão se fez presente, tão real quanto o que era criado pelas hábeis mãos da moça tecelã. Sentindo-se sozinha, teceu um companheiro para afagar-lhe o coração. É possível surpreender-se com a personagem, pois não abre mão da condição humana, reservando para si o direito de amar e ser amada.
A história é permeada de novos enlaces: enfim um companheiro, mas com olhos transbordando de ambição. A protagonista é convencida a tecer um palácio para satisfazer o vil desejo de um homem que não a amava. “Tecia, tecia, tecia e entristecia”. Passava os dias a tecer, sozinha. A personagem, que evolui em todo o enredo, coloca um ponto final em sua agonia e desfaz todo o tecido que compunha a situação infeliz na qual se encontrava.
O conto "A moça tecelã" está disponível na página:
http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=673
ANÁLISE
A moça tecelã é apresentada ao leitor como elemento integrante de um enredo que se inicia ao sublime amanhecer. O tear é habilmente manipulado pela personagem, que dá forma, vida e cor a tudo o que brota de sua imaginação. As forças da natureza se submetem à magia do trabalho incansável da protagonista: tece a chuva com os grossos fios cinzentos de algodão, tece a luz do sol a partir dos seus fios dourados e se tem fome, tece um suculento peixe para saciar-se.
Enredo e personagem se entrelaçam num ambiente bucólico, criado sob uma atmosfera fantástica, irreal, inatingível. Mas enfim chegou o dia em que a solidão se fez presente, tão real quanto o que era criado pelas hábeis mãos da moça tecelã. Sentindo-se sozinha, teceu um companheiro para afagar-lhe o coração. É possível surpreender-se com a personagem, pois não abre mão da condição humana, reservando para si o direito de amar e ser amada.
A história é permeada de novos enlaces: enfim um companheiro, mas com olhos transbordando de ambição. A protagonista é convencida a tecer um palácio para satisfazer o vil desejo de um homem que não a amava. “Tecia, tecia, tecia e entristecia”. Passava os dias a tecer, sozinha. A personagem, que evolui em todo o enredo, coloca um ponto final em sua agonia e desfaz todo o tecido que compunha a situação infeliz na qual se encontrava.
O conto "A moça tecelã" está disponível na página:
http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=673

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